quinta-feira, 21 de outubro de 2010

TV Digital interativa: pronta para usar?

Para caminhar é preciso dar o primeiro passo. E, no que diz respeito ao mercado de interatividade no Sistema Brasileiro de TV Digital, ele foi dado na semana passada, com o lançamento oficial dos primeiros televisores da LG.
Nos últimos dois anos, a indústria de receptores foi a que mais emperrou a oferta da interatividade na TV Digital. As normas com os dois perfis de interatividade enviadas para aprovação pela ABNT refletem muito dos acordos costurados no Fórum SBTVD para fazer esse recurso tão valioso e potencialmente rico, avançar. Não atoa, a  iniciativa da LG de pôr o primeiro produto com capacidade para interatividade à venda é vista como a abertura da porteira na área de recepção.
O que significa que a etapa mais delicada para o desenvolvimento da interatividade no SBTVD começa agora.
“Teremos um período de mais ou menos um ano até que todas as ferramentas para interatividade estejam totalmente funcionais. É uma fase de certificação muito importante para a expansão do mercado”, afirma Ana Eliza Faria e Silva, coordenadora do Módulo Técnico do Fórum SBTVD.
A opinião e o comportamento dos early adopters serão fundamentais para nortear os ajustes necessários para o estabelecimento de um  padrão de mercado, de fato, não apenas de direito. O básico está feito. Os novos documentos enviados para a ABNT refletem um amadurecimento do sistema. Estão em consonância com  os resultados de meses de testes da indústria de transmissão, da indústria de recepção e das emissoras. “Todas as aplicações que já estão no ar hoje, estão de acordo com a norma”, garante Ana Eliza.
Significa que a expectativa da indústria é a de que os problemas de incompatibilidade entre aplicações e receptores sejam mínimos, quando existam.
“As mudanças feitas nas normas e enviadas para a ABNT as tornam muito mais claras. Buscam facilitar o desenvolvimento das aplicações e a comunicação dos fabricantes de receptores com os consumidores, sobre a categoria que o equipamento se encaixa”, explica Ana Eliza.
De fato, as tabelas descrevendo os perfis A e B para receptores fixos e móveis (one-seg) da nova norma explicitam agora o que é recurso obrigatório para cada um deles. Como já é sabido,  os perfis B, tanto fixo quanto móvel, se diferenciam dos perfis A apenas pelo suporte a vídeos padrão mpeg (extensões mp2,mpeg,mpg e mpe). Os perfis A e B dos conversores fixos incluem ainda a versão 1.3 do Java DTV como recurso obrigatório, porém sem suporte à funcionalidade de smart cards e às APIs de segurança relacionadas a esta funcionalidade.
Os documentos também incluem dois anexos que descrevem, em detalhes, características básicas para as aplicações interativas no que dizem respeito a tamanho (importante para determinação da quantidade de memória volátil que usará no receptor) , layout (disposição da aplicação na tela da TV) e uso do controle remoto, entre outros. Por exemplo: segundo a norma proposta, a soma dos arquivos da aplicação não deve exceder 6MB para os receptores fixos e 1MB para os one-seg.
Vai existir um perfil C?
“Como foram propostas, as normas, com seus anexos, dão condições às emissoras e ao pessoal de software de criar aplicações com a máxima flexibilidade, sem o perigo de que ela gera uma tela azul na TV do consumidor”, afirma Ana Eliza, ressaltando que o trabalho não para aí.  Revisões serão possíveis, bem como incrementos.
O módulo técnico do Fórum  SBTVD já trabalha, por exemplo, no desenvolvimento de um perfil C da norma, incluindo avanços como o suporte a múltiplos dispositivos para interação, além do controle remoto. O que permitiria o uso de um celular interagindo com a aplicação, independente ou não do que está sendo mostrado na tela. Uma característica, até aqui, exclusiva do Ginga.
O texto da norma Ginga-J encaminhado à ABNT  não inclui as APIs Java que fornecem suporte para uso integrado da TV, em rede, com outros dispositivos. Exclui também a possibilidade de captura, gravação e transmissão de fluxos (jmf 2.1), já prevista. E embora o texto da norma NCL inclua suporte a multimplos dispositivos, nem todas as implementações  da máquina Ginga-NCL disponíveis hoje  suportatam essa funcionalidade. Daí a anecessidade de incluir esses recursos, de forma padronizada, em um terceiro perfil, em desenvolvimento.
Muito provavelmente, o tal perfil C incluirá o resultado de pesquisas acadêmicas como as demonstradas na SET pelo professor Luiz Fernando Soares, da PUC-Rio, conduzidas por Marcio Ferreira Moreno, agraciado em junho de 2009 com o “Best PhD Award” na 7ª edição da Conferência de TV Interativa da Europa (EuroiTV 2009).
Luiz Fernando apresentou dois exemplos de aplicações de múltipos dipositivos. Nos dois casos, o uso do celular como dispositivo secundário dispensou o recurso de recepção do sinal one-seg. Também nos dois casos,vários usuários poderiam interagir simultaneamente e individualmente com a aplicação. O que seria impossível utilizando apenas a TV e o controle remoto tradicional.
Em um deles,  o professor utilizou uma implementação Ginga da Universidade Federal do Espirito Santo (UFES) rodando em um HTC Magic com Android 1.5. Em outro, um iPhone equipado com o OS 3.0.
Em uma delas o processamento da aplicação era totalmente distribuído, com o Ginga rodando em todos os dispositivos e a comunicação com a TV feita via Bluetooth ou WiFi. Na outra, o Ginga rodava apenas na TV, com os celulares atuando de  forma cooperativa sobre a mesma aplicação (um jogo).
www.grupogingagoias.com.br

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

TV digital é a chance de inclusão em massa



O objetivo principal é analisar a TV digital como instrumento de inclusão social, assim como prevê o Decreto Presidencial 4901, apresentando as possibilidades que poderão trazer à sociedade e o impacto dessa nova tecnologia, além de proporcionar uma inclusão digital e possibilidade de educação complementar por meio dessa inovação tecnológica.
A pesquisa foi feita principalmente por meio de artigos e pesquisas, além da leitura de alguns livros sobre cultura digital, tecnologia, comunicação e TV digital. Por ser um meio ainda em transição, não foi encontrada nenhuma pesquisa de campo ou de opinião pública.
Atualmente, muitas suposições são feitas a respeito da implantação de um sistema de TV digital no Brasil, entre elas a questão da inclusão social e digital, que deve ser promovida através da interatividade e da diversidade da programação, pois o indivíduo deixa de ver a TV e passa a interagir com o conteúdo do aparelho para serviços e funcionalidades, acarretando grandes mudanças nos hábitos de vida e de consumo do público brasileiro; além de poder oferecer textos, jogos, educação, informação e entretenimento a um público carente de conhecimento e com baixo índice de letramento digital.
Hoje, no Brasil, mais de 90% da população tem TV em casa, enquanto menos de 20% tem acesso a computadores e internet, devido a isso, uma das possibilidades estudadas no SBTV (Sistema Brasileiro de Televisão Digital) é levar à sociedade em geral as mesmas funções de um computador, dando acesso a e-mail, internet e a serviços on-line, inclusive a serviços públicos, como consulta ao saldo do FGTS, marcação de consultas médicas e atendimentos diversos. Além dessa inclusão digital em massa, o SBTV deverá promover a diversidade cultural do País e o aumento de informações e entretenimento, respondendo ao desafio de ser um instrumento que impulsione nosso desenvolvimento social, cultural, político, econômico e educacional.
O Decreto Presidencial 4901 prevê que a TV Digital deverá promover a inclusão social, a diversidade cultural do País e a língua pátria por meio do acesso à tecnologia digital, visando à democratização da informação, propiciar a criação de rede universal de educação à distância e estimular a pesquisa e o desenvolvimento, e ainda deverá propiciar a expansão de tecnologias brasileiras e da indústria nacional relacionadas à tecnologia de informação e comunicação (Brasil, 2003, p. 1).
No entanto, grande parte das pessoas das classes C, D e E utilizam hoje a televisão como forma de entretenimento e o espaço dado aos jornais informativos, por exemplo, é pequeno em relação a toda a programação veiculada. Para que o SBTV consiga incluir esse público nessa diversidade de conteúdos, deverá ocorrer um esclarecimento à sociedade dessa nova tecnologia e de suas possibilidades, apresentando a interatividade como uma opção, ao mostrar as vantagens que ela possibilita.
A TV digital deve ser construída para potencializar a diversidade e a capacidade de criação de bens culturais do País, formando uma nova cadeia de valor que possibilite uma ampla participação de setores produtores e difusores de conteúdo e dos usuários desse meio de comunicação.
Assim, o SBTV pode cumprir um importante papel na afirmação da cidadania ao proporcionar a seus telespectores a interatividade e novas opções de programação, além de promover a diversidade cultural. Essas possibilidades poderão colaborar no fortalecimento de pequenas comunidades locais e de certos grupos étnicos e sociais, possibilitando inclusive o surgimento de TVs comunitárias.
Porém, a utilização da TV Digital como elemento de inclusão social não será fácil, pois é algo ainda inédito no Brasil, como afirma Montez e Becker (2005)[1]. Se hoje há um questionamento sobre a qualidade do conteúdo da TV aberta, pode-se imaginar que esta nova tecnologia possibilitará a escolha do que assistir, apresentando diversas opções, tornando possível mudar a qualidade da programação a partir da participação social, no entanto, essa participação deverá ser voluntária e não essencial.
Para que haja essa inclusão social e digital, não basta a possibilidade da interatividade, é necessário criar-se cidadãos críticos e participantes, capazes de tomar suas próprias decisões, após terem acesso as informações, serviços e educação que hoje não tem. Se as políticas públicas forem bem estruturadas, a TV digital pode consolidar um novo paradigma educacional, inclusive, permitindo o acesso a toda a população a recursos da internet, vídeos e interatividade para a apresentação de novos conhecimentos, entretenimento, educação, lazer, serviços, permitindo assim o acesso a informações escritas e audiovisuais ilimitadas.
Em relação à educação, as escolas devem se preparar para essa inovação tecnológica, seja criando metodologias de ensino ou adaptando propostas e currículos vigentes, pois será preciso ir além da maneira como se é ensinado hoje, sendo capaz de formar cidadãos participantes e críticos, capazes de tomar suas decisões, além de causar aos alunos interesse pelo que lhe é passado.
As políticas de implantação da TV Digital devem priorizar a igualdade de oportunidades, a participação e a integração de todos, o que só será possível se o acesso aos novos serviços e aplicações oferecidos por esse meio, chegarem a toda a sociedade, de modo que ela possa usufruir de todas as vantagens econômicas e sociais do progresso tecnológico, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos, tornando possível sua inclusão digital e social.
Para possibilitar essa realidade, são necessárias políticas públicas que ajudem a sociedade a se beneficiar desse progresso tecnológico, assegurando a igualdade de acesso às informações e serviços. Portanto, é essencial um real investimento em educação e esclarecimentos à população sobre essa nova possibilidade tecnológica, que será acessível a todos.
A inclusão da TV digital no Brasil não resolverá o problema da inclusão social, mas poderá trazer grandes melhorias para a inclusão digital, pois assegurará às classes menos favorecidas da população o acesso a informações, serviços e educação. Além de que, a utilização da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem está justificada se levarmos em conta que um dos objetivos básicos da Educação é preparar os alunos para serem cidadãos de uma sociedade plural, democrática e tecnologicamente avançada.
Fonte:
LEMES, Sara. TV digital é a chance de inclusão em massa. Disponível em http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=15776

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A interatividade é a troca de informações que uma pessoa faz com um multimídia ou outra pessoa, através de qualquer aparelho que tenha uma tela.

s.f. Informática Faculdade de troca entre o usuário de um sistema informático e a máquina, por meio de um terminal dotado de tela de visualização. / Qualidade de uma mídia interativa. ( AURÉLIO, 2010).

Interatividade e interação, embora muito próximas, essas palavras tem um significado diferente uma da outra, a interatividade dá-se segundo Ricarte, Ivan Luiz Marques, com a pessoa podendo ser emissora e receptora de informações ao mesmo tempo que uma outra pessoa que também pode emitir e receber informações, enquanto interação é a reciprocidade entre pessoas.

O termo interatividade resume, de certa forma, tudo o que de diferente é atribuído às novas tecnologias da informação e da comunicação por diferentes autores em função das suas posições teóricas. Na tentativa talvez de justificar o valor heurístico desse termo, vários autores discutem a existência ou não de diferenças semânticas e técnicas entre os termos interatividade e interação. Sem negar as razões plausíveis que os autores podem ter para fazer essa discussão, talvez maiores que as próprias implicações práticas, pode ser que ela não seja tão fundamental pois, afinal de contas, o valor do termo depende da sua capacidade de sintetizar (uma das funções dos conceitos) as qualidades atribuídas aos novos meios de comunicação, algumas das quais são também reconhecidas como qualidades de outros meios menos novos. Sem especificar essas qualidades corre-se o risco de usar o mesmo termo para designar coisas diferentes a partir de posições teóricas diferentes.

Se a interação define, entre outras coisas, a existência de reciprocidade das ações de vários agentes físicos ou biológicos (dentre estes os humanos), a interatividade traduz, mais particularmente, uma qualidade técnica das chamadas máquinas ``inteligentes''; qualidade técnica que investe essas máquinas de um conjunto de propriedades específicas de natureza dinâmica, pois elas se alteram com a própria evolução técnica. No seu livro ``Cibercultura'', Pierre Lévy (1997) aborda a interatividade como um problema, justificando isso porque o termo é usado muitas vezes a torto e a direito sem saber de que se trata. Isso só comprovaria o que já sabemos há muito tempo: ou que as pessoas dissociam, muitas vezes, a palavra (signo) da coisa ou que usam a mesma palavra para significar aspectos diferentes que não são devidamente explicitados. O problema não está no uso do mesmo termo, mas em não explicitar o que se entende por ele.

Utilizando um quadro de dupla entrada (relação com a mensagem/dispositivo de comunicação), Pierre Lévy fala de diferentes tipos de interatividade que vão, respectivamente, da mensagem linear -- através de dispositivos que variam desde a imprensa, rádio, TV e cinema até as conferências eletrônicas -- até a mensagem participativa -- através de dispositivos que variam dos videogames com um só participante até a comunicação em mundos virtuais envolvendo negociações contínuas. Sem considerar que o autor resolveu totalmente o problema, fica claro, porém, que o que caracteriza a interatividade é a possibilidade -- crescente com a evolução dos dispositivos técnicos -- de transformar os envolvidos na comunicação, ao mesmo tempo, em emissores e receptores da mensagem. ( RICARTE, 2001).

A reciprocidade de um individuo para o outro é um ato que acompanha o homem desde o começo da sua vida em sociedade, já que o homem age de forma reciproca em relação a outros indivíduos. pode-se dizer que interação é a forma como as pessoas participam de uma ação, desde que não se tornem emissoras de informações, apenas participem de forma passiva.

O adjetivo "interativo" tem servido para qualificar qualquer coisa ou sistema cujo funcionamento permite ao seu usuário algum nível de participação ou de suposta participação. Os exemplos estão aí abundantes. O cinema cujas cadeiras balançam sincronizadamente com o filme exibido é chamado de cinema interativo. Interativo apenas porque as cadeiras balançam, mas ninguém está interagindo com coisa alguma.

O conceito de interação vem de longe. Na física refere-se ao comportamento de partículas cujo movimento é alterado pelo movimento de outras partículas. Em sociologia e psicologia social a premissa é: nenhuma ação humana ou social existe separada da interação. O conceito de interação social foi usado pelos interacionistas a partir do início do século XX. ( SILVA, 2005).

Então pode-se afirmar que a interação provem de atividades humanas, com participação passiva de indivíduos podendo fazer tarefas limitadas e escolha do caminho a ser tomado e interatividade é a relação da comunicação humano- máquina, com a participação ativa entre uma ou mais pessoas através de qualquer aparelho eletrônico que tenha uma tela. podendo estes mudar totalmente o curso da tarefa inicial.

Para MONTEZ; BECKER (2005 p. 34) Interatividade é a ação mutua de indivíduos que geralmente pretendem alcançar o mesmo objetivo, e afirmam citando (Lippman, 1998) que para haver interatividade, o sistema necessita ter 5 tipos de informações especificas.

Interruptabilidade: Cada um dos participantes deve ter a capacidade de interromper o processo e ter a possibilidade de atuar quando bem entender. Esse modelo de interação estaria mais para uma conversa do que para uma palestra. Porém, a interruptabilidade deve ser mais inteligente do que simplesmente bloquear o fluxo de uma troca de informações.

Granularidade: refere-se ao menor elemento após o qual se pode interromper. Em uma conversação poderia ser uma frase, uma palavra, ou ainda, como é costume, responder à interrupção com um balançar da cabeça, ou com frases do tipo “já respondo sua pergunta”. Portanto, para que um sistema seja realmente interativo, essas circunstâncias devem ser levadas em conta para que o usuário não creia que o sistema interativo usado esteja “travado”. Ou seja, é necessário que o sistema apresente uma mensagem observando a operação que está acontecendo.

Degradação suave: esta característica refere-se ao comportamento de uma instância do sistema quando este não tem a resposta para uma indagação. Quando isso ocorrer, o outro participante não deve ficar sem resposta, nem o sistema deve se desligar. Os participantes devem ter a capacidade de aprender quando e como podem obter a resposta que não está disponível naquele momento.

Previsão limitada: Existe uma dificuldade em programar todas as indagações possíveis. Apesar disso, um sistema interativo deve prever todas as instâncias possíveis de ocorrências. Assim, se algo que não havia sido previsto ocorrer na interação, o sistema ainda tem condições de responder. Ou seja, essa característica deve dar a impressão de um banco de dados infinito.

Não-default: o sistema não deve forçar a direção a ser seguida por seus participantes. A inexistência de um padrão pré-determinado dá liberdade aos participantes, remetendo mais uma vez ao princípio da interruptabilidade, pois diz respeito à possibilidade do usuário parar o fluxo das informações e/ou redirecioná-lo. MONTEZ; BECKER, (2005).

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

como funciona

Captação

A captação do sinal digital ocorre através de uma antena UHF, por isso é necessário a instalação desta antena. Também é necessário um conversor digital – Set Top Box – que converte o sinal digital para o seu televisor.
É importante lembrar que, durante o período de transição, os canais de VHF ainda estarão no ar, e deverão ser mantidos até que toda a população já tenha substituído a recepção analógica pela digital.

Televisores

Os três principais tipos de TV presentes hoje no mercado são:
TV de tubo (CRT): É a mais utilizada atualmente. Dentro dela existe um tubo de raios catódicos onde se encontra duas placas, uma positiva e outra negativa. Quando aplicada uma tensão muito alta entre elas há um movimento de elétrons gerando um feixe de luz, formando assim, a imagem.
TV LCD: A formação de imagem ocorre através de um feixe de luz que passa por pequenas células que contém cristal líquido que são controladas por uma corrente elétrica gerando assim as 3 cores básicas: vermelho, verde e azul (RGB).
TV de Plasma: No painel de plasma encontramos pequeninas células que contém uma mistura de gazes. Quando uma corrente elétrica passa por essas células, excita o gás, que passa para o estado plasma, gerando luz.
A TV LCD e de PLASMA são as melhores opções do momento para a recepção do sinal digital. Ainda existe a opção de TV Full HD (High Definition) com conversor/sintonizador para TV Digital interno.

Diferenças entre a TV de alta definição para a TV convencional

A primeira grande diferença da TV de alta definição para a TV convencional está na chamada resolução. Ela pode ser percebida na nitidez com que você vê as imagens, na textura dos objetos e nas superfícies. Tecnicamente falando, a diferença entre imagem da TV comum e imagem de TV de alta definição está no número de linhas e pixels da tela do seu televisor.
Na tela de TV convencional, mesmo em aparelhos que tiverem o decodificador para receber sinal digital, cada fração da imagem que você vê é formada por 480 linhas que ocupam a tela em altíssima velocidade. Já na tela de TV de alta definição, a mesma imagem é formada por 1080 linhas. Mais que o dobro do número de linhas no mesmo período de tempo.
Já o número de pixels aumentará de 350.000 para 2.000.000, ou seja, 6x mais qualidade na imagem.
O resultado é uma qualidade de imagem muito superior.
Outra grande diferença da TV de alta definição para a TV comum é a abrangência do alcance da câmera, imitando o potencial do olhar humano e ampliando a visão para as laterais. A proporção da tela a que estamos acostumados com as TVs convencionais atuais é 4:3 (para cada quatro partes na largura, temos três partes de altura). Com a TV de alta definição, a proporção fica mais ampliada, com 16:9 (para cada dezesseis partes iguais na largura, nove de altura).

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

TV Digital
Autor: Gabriel Torres
O Brasil é um dos poucos grandes países do mundo que ainda não decidiu qual padrão de transmissão de TV digital adotará. Uma das causas dessa demora é fato do ex-Ministro das Comunicações Miro Teixeira insistir pelo desenvolvimento de um padrão próprio brasileiro. A conseqüência direta na demora dessa decisão é que deixa o Brasil para trás em comparação aos demais mercados do mundo, incluindo outros importantes países em desenvolvimento tais como México, Rússia, Índia e China, que já decidiram qual padrão seguir. Outro detalhe é que o FCC (a Anatel norte-americana) estipulou que até maio de 2006 todas as transmissões de TV aberta nos EUA terão de ser digitais.
No mundo existem três padrões:
  • ATSC (Advanced Television Systems Committee), adotado pelos EUA, Canadá, México e Coréia do Sul;
  • ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial), adotado pelo Japão;
  • DVB-T (Digital Video Broadcast Terrestrial), adotado pelos demais países que já decidiram qual padrão seguir, em especial os países da Europa, Ásia, África e Oceania.
O sistema de transmissão digital usa a codificação MPEG-2 digitalizar as imagens, o mesmo padrão de codificação usado pelo DVD. A diferença entre os sistemas de transmissão está na maneira com que as imagens são codificadas para a transmissão, o formato de vídeo antes da codificação, o formato de vídeo após a codificação e a maneira com que o áudio é codificado. O sistema ATSC usa um esquema chamado 8-VSB, enquanto os outros dois sistemas usam um esquema chamado COFDM, que é menos sensível a interferências.
Interessante notar que o Brasil é o único país no mundo pensando em adotar o sistema japonês. Testes realizados pela ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e pela SET (Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão e Telecomunicações) sob supervisão do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) demonstrou que dos três padrões, o ISDB-T era o melhor, seguido do DVB-T e finalmente pelo ATSC.
Aparentemente o fato de o ATSC ser o mais sensível a interferências não preocupa o mercado norte-americano, onde poucas pessoas ainda assistem TV aberta (isto é, através de antenas). O que nos faz pensar se a escolha do ATSC terá sido a melhor opção para o México. Por outro lado, devemos nos lembrar que o México faz parte do NAFTA (North American Free Trade Association, Zona de Livre Comércio da América do Norte), que faz do país um dos principais fabricantes e exportadores de produtos para o mercado norte-americano e, portanto, a adoção do mesmo sistema dos EUA aparentemente é melhor mais por motivos comerciais do que técnico.

http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1010